A polissonografia é um dos exames que o especialista pode pedir. Entenda como funciona

Grande parte da população enfrenta problemas para dormir – e talvez você faça parte desse grupo. Para essas pessoas, a consulta com um médico especialista no assunto pode solucionar desconfortos e contribuir com a melhora da qualidade de vida.

Em uma avaliação médica dos transtornos do sono, o profissional deve pensar nas principais causas do problema. No geral, costuma-se dizer que há cinco grandes grupos de distúrbios: 1. os respiratórios (como ronco e apneia obstrutiva do sono); 2. as hipersonias (quando o paciente tem sonolência excessiva durante o dia com prejuízo das atividades cotidianas), 3. as parassonias (distúrbios comportamentais que acontecem durante o sono, como sonambulismo, terror noturno, pesadelos, paralisia do sono, transtorno comportamental do sono REM, entre outros); 4. os distúrbios de movimento (como a síndrome de pernas inquietas) e, em quinto lugar, a famosa insônia.

Independente do motivo, o grande problema é que a falta de descanso noturno gera consequências diurnas que prejudicam a qualidade de vida. As principais queixas são a sonolência, queda de produtividade, oscilações de humor e problemas de memória, entre outros.

Avaliação médica de transtornos do sono

Para entender os motivos que atrapalham o sono do paciente, o médico especialista faz uma avaliação que leva em conta o histórico clínico e familiar, as atividades diurnas, o uso de substâncias e medicações e a presença de outras doenças clínicas.

Além do exame físico que um otorrino pode realizar para avaliar as vias aéreas, também há exames específicos do sono. É o caso da polissonografia, que tem como objetivo estudar parâmetros envolvidos no sono do paciente.

Como funciona a polissonografia

A polissonografia faz um registro de diversas variáveis fisiológicas que acontecem durante o sono, permitindo a avaliação, por exemplo, da atividade cerebral, da oxigenação do sangue, da movimentação de membros, da respiração e da atividade cardíaca.

Para isso, o paciente precisa comparecer à clínica durante a noite, onde irá dormir enquanto seu sono é avaliado. Durante todo o período, um técnico especializado e treinado acompanha a realização da polissonografia. É o exame padrão-ouro para diagnóstico dos distúrbios respiratórios de sono, podendo ser utilizado também na investigação dos demais transtornos do sono.

Trata-se de um exame não-invasivo, em que são colocados eletrodos no queixo e nas pernas, e cintas no tórax e abdome, além de um catéter nasal, para obter os dados necessários. Pode ser realizado desde a infância até a terceira idade. Em casos específicos, o exame também pode ser associado ao CPAP, um dispositivo conectado a uma máscara que fornece uma coluna de ar pressurizada que deixa as vias áreas pérvias, mais frequentemente com o objetivo de avaliar a efetividade desse dispositivo no tratamento da apneia do sono.

Tanto a polissonografia quanto a polissonografia para titulação do CPAP também podem ser realizadas em domicílio, em casos específicos.

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